Sexta, 01 Julho 2022 17:41

Empreendedora Trans é contemplada com financiamento da Desenvolve Roraima no dia do Orgulho LGBTQIA+ Destaque

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Microcrédito Empreendedor: uma ferramenta de Inclusão Social e respeito à diversidade

 

 

A oferta do Microcrédito Empreendedor da Desenvolve Roraima tem papel fundamental na pauta da inclusão produtiva, considerando que o setor é composto majoritariamente por empreendedores muitas vezes excluídos do sistema financeiro. No dia do Orgulho LGBTQIA+, a cabelereira Paloma de Sousa Rodrigues que é uma mulher trans, recebeu o microcrédito empreendedor para alavancar o seu salão de beleza.

Há cerca de 30 anos ela fez a transição e desde então passou a trabalhar no ramo da beleza. Atualmente, além de empreendedora é presidente da Associação de Travestis Transexuais e Transgêneros do Estado de Roraima-ATER  A empreendedora afirma que receber esse microcrédito da Desenvolve no valor de 15 mil reais é uma oportunidade de expandir o negócio, além de ser uma forma de inclusão no mercado formal de trabalho. “Empreender exige coragem e determinação. Não é um processo tão fácil, principalmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade como boa parte da comunidade LGBTQIA+. As coisas estão mudando, mas infelizmente a discriminação ainda existe”, afirmou ela.

O presidente da Desenvolve Roraima, Adailton Fernandes afirma que a oferta do microcrédito empreendedor não tem foco na questão social, nem é uma questão  de gênero, qualquer pessoa que está iniciando seu empreendimento ou quer impulsionar um já existente pode se cadastrar e se preencher os requisitos necessários ter o crédito aprovado. Esse financiamento é um impulsionamento para o negócio desses empreendedores.

 “O governo do Estado por meio da Desenvolve Roraima  proporciona o desenvolvimento, empreendedorismo, leva crédito e fomento a todos os setores produtivos, seja do comércio, do serviço, indústria. E esta inclusão está disponível para todas as categorias produtivas, seja na agricultura indígena, familiar e também na comunidade LGBTQIA+ que tem uma enorme contribuição no fomento do estado nos segmentos de moda, beleza, artesanato, costura entre outros ”, ressaltou o presidente.

Mesmo que o Brasil não possua estatísticas exatas sobre a população trans e seu mercado de trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicou, em 2016, um estudo indicando que apenas 10% da população trans ao redor do mundo trabalhava formalmente, ou seja, com proteção das leis de trabalho. Isso deve-se principalmente à discriminação presente nas empresas, que muitas vezes fecham suas portas para as pessoas trans, deixando-as em situação de vulnerabilidade social, desemprego e sem nenhuma perspectiva de estabilidade financeira. Como consequência, uma grande parte se volta para trabalhos informais para poder se sustentar.

 

O Empreendedorismo

Empreender, desse modo, mostra-se como uma alternativa para as pessoas trans e toda comunidade LGBTQIA+ se inserirem no mercado e começarem um negócio. Adailton Fernandes finaliza dizendo que o empreendedorismo é um espaço de criação de empregos que pode transformar positivamente as vidas da população LGBTQI+, aumentando a liberdade pessoal, auto estima, e alcançando a autonomia e estabilidade financeira que auxilia o desenvolvimento do Estado, quando em conjunto traz a inclusão social e respeito à diversidade tornando-se uma alternativa positiva para todos os envolvidos.

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